Alguém ai já notou que Minas Gerais tem a curiosa capacidade de produzir bandas tão díspares quanto marcantes em sua sonoridade? Sepultura e Skank; Pato Fu e Milton Nascimento; Jota Quest e Thuatha De Danann; Sarcófago e 14 Bis. Cada um desses marcou (e forjou) a música produzida no Brasil - cada qual a seu modo.
E eis que hoje eu apresento mais uma banda para engrossar esse 'caldo' sonoro. Com 10 anos de estrada, o Scarcéus lança o duplo "A Mesma Moeda": um 'lado' elétrico, contendo 12 faixas inéditas; o outro 'lado' acústico, onde a banda revisita canções que marcaram sua história. O som? Misture um copo de música regional com 2 colheres de sopa de Beatles. Acrescente uma pitada de sons produzidos nesse meu Brasil varonil ao longo das décadas de 80 e 90. Ferva tudo isso em vários litros de personalidade própria e você terá um gostinho da receita criada pela Scarcéus. Garanto que vai muito além do pão de queijo.
A 'moeda' elétrica abre com a bela "Seu", que canta o amor de forma realista e surreal: "Não mudei. Tenho meus defeitos, artifícios, mas serei sempre seu". "Não Era Pra Ser" vem na sequência, bebendo na fonte da psicodelia que marcou os anos 60. "Por Aí", por sua vez, é referência direta ao som nacional oitentista, enquanto "Insanidade" vem montada na louca realidade nossa de todo dia: "Vidas perdidas por nada, violência me invade. O caos parece não ter fim, o medo me invade". "Minha Sina", 8ª faixa do 'lado' elétrico, se exibe ao som de violas, violões, gaitas e uma letra no melhor estilo 'mind trip': "E se uma espaçonave louca quiser me levar, meu amor, eu vou viajar". No meio desse mundo de sons, sobra espaço para uma boa dança com "Sei Lá", e para batidas eletrônicas em "Tudo Pode Ser".
Ao passar para a parte desplugada, encontro Henrique Papatella (voz), João Márcio (baixo), Augusto Nogueira (guitarra) e Alexandre Marques (bateria) pisando macio. Afinal é preciso estar em paz consigo mesmo para dar nova roupagem a músicas que já contam 10 primaveras, como é o caso de "Memórias Do Mundo" - originalmente gravada no CD "A Verdade", de 1999. Outro caso de antiguidade resgatada com novos arranjos é "Bela", lançada em 2003. "Me Dê A Mão", também de 2003, encerra a maratona musical da Scarcéus: 87 minutos de som!
Seria injusto terminar esse review sem destacar a maravilhosa capa de "A Mesma Moeda": uma lata de alumínio que simula uma moeda antiga. O encarte, recheado de fotos e demais informações sobre a banda, é outro espetáculo. A produção do CD, resultado da parceria de Papatella com Augusto Nogueira, é uma jóia esculpida com esmero.
O MINISTÉRIO DA SAÚDE MUSICAL ADVERTE:
OUÇA ACOMPANHADO DE UM BOM COPO DE VINHO TINTO.
Cedo ou tarde, você logo descobre quando uma banda é independente. Do ponto de vista musical, há mais liberdade, menos direcionamento no trabalho. Ou se você preferir, não há imposições de gravadora.
Do ponto de vista artístico, por vezes são encontrados equívocos, seja na arte gráfica barata do CD, nas fotos questionáveis, nos textos biográficos confusos, nos sites mal feitos e/ou não atualizados. De alguma forma a divulgação comete sempre algum deslize. Sem contarmos as estratégias inexistentes. Exceção feita a essa banda mineira que há quase 10 anos não só sobrevive, como também 'acontece' - principalmente no seu estado de origem.
Formada por Henrique Papatella (vocal), Augusto Nogueira (guitarra), João Márcio (baixo) e Alexandre Marques (bateria), a banda dá uma verdadeira aula de como gerir uma carreira artística musical. No currículo, 3 álbuns, boas execuções em rádios e TV (incluindo-se aí uma participação no "Domingão do Faustão"), mais de 400 shows e um público fiel ao bom Pop-Rock tocado pelo grupo.
"A Mesma Moeda", 4º álbum na admirável trajetória independente da banda, é na verdade um CD duplo. No primeiro, 12 faixas inéditas que atestam a qualidade do grupo. No segundo, 10 releituras de suas próprias músicas que trazem à tona a versatilidade e as influências musicais (Rock, Pop e country) da banda.
"Scarceus ao vivo - Uma Balada No Interior" é o outro lançamento. Gravado ao vivo na cidade de Conselheiro Lafaiete (interior de MG), o DVD expõe todo o reconhecimento do público mineiro, resultado do enorme profissionalismo e talento do grupo.
Destaques? Talvez os únicos equívocos (absolutamente perdoáveis!) sejam as releituras das manjadíssimas "Sweet Child O' Mine" e principalmente "Have You Ever Seen the Rain".
"A Mesma Moeda" (Vol. I e II) e "Uma Balada No Interior" são ótimos trabalhos que merecem aplausos, tanto pelo talento como pelo profissionalismo independente da banda.
A banda de Rock'n Roll chega ao seu quarto álbum numa das idéias mais bem sacadas da história da nossa música. A Mesma Moeda é um CD duplo, sendo o CD1 com músicas inéditas e o CD2 regravações em formato acústico. Isso já seria inovador, mas os caras foram longe demais. A Mesma Moeda vem num formato interessante: vem numa latinha redonda, toda customizada como se fosse uma grande moeda, com os CDs dentro e os encartes redondos da largura da latinha. Excelente! A última iniciativa parecida com que vi faz tempo: foi em 1996/1997 pela banda Pitbulls On Clack, que era meio riponga e lançou uma lata grande com CD, camiseta, incenso, bolinha de gude e outros balangandãs. A sua gravadora na época, a Primal, que era o braço roqueiro da finada Velas (que já foi muito grande), foi quem bancou a empreitada. Aqui, eles fizeram tudo sozinhos, independentes mesmo, e a idéia é mais funcional que favorece mais o disco mesmo do que o combo em si.
A banda já tem 10 anos de carreira, e desfila maturidade, experiência, e chega num patamar que pode promover como uma das maiores do Rock nacional, fora o nome bem sacado. O disco 2, o acústico que é um "Best of", foi escolhido pelos próprios fãs do grupo. Volume I que é o CD1 tem 12 faixas inéditas, trazendo músicas fáceis, acessíveis e que tem tudo para tocar nas rádios, elevando o nível da nossa música que está cada vez mais baixo. Volume II é o CD acústico.
A banda conta com mais de 400 shows em seu currículo, respaldo da crítica especializada de todo o país e a participação em grandes festivais de música, como as eliminatórias para o Rock in Rio III na capital carioca e o Pop Rock Brasil em Belo Horizonte. Em breve, a resenha do DVD. Aguarde! Mais um nome a orgulhar a profícua cena Pop Rock mineira, que já conta com ninguém menos que Jota Quest, Skank, Pato Fu, só para citar as mais platinadas.
LT – 8,5
A Mesma Moeda se trata de um lançamento duplo e do quarto trabalho do conjunto Scarcéus. No total são 22 canções nas quais o conjunto traz de volta suas maiores influências, isto é, a mistura entre o rock clássico, o country e toques de pop. O trabalho é dividido em 12 faixas inéditas no primeiro disco e 10 releituras de suas próprias composições, sendo elas gravadas tanto em estúdio quanto ao vivo. A banda contou com diversas participações especiais, como a presença do violinista Marcus Viana e do baterista do Sepultura, Jean Dolabella. A produção do trabalho ficou a cargo do guitarrista do conjunto Augusto Nogueira, que mostrou conhecer sua banda de verdade, potencializando seus pontos fortes na gravação. Um bom disco que prova que bandas independentes também sabem o que é profissionalismo.
Goste ou não – eu particularmente tenho certas restrições quanto ao estilo musical -, não dá pra negar: a banda Scarcéus é imbatível na cena independente quando o assunto é qualidade de sua produção musical. Em seu terceiro trabalho, intitulado "Tão Humano", mostra que amadureceu muito nesse quesito e mantém seu estilo pop rock que, tudo indica, tem dado certo.
Prova desse profissionalismo incomum é que o grupo faz cerca de 50 shows por ano – um feito em se tratando de uma produção indie -, participa de diversos festivais, como o Rock In Rio III, Kaiser Music Festival e Pop Rock Brasil 2005, e ainda produz o próprio trabalho. Mas, como nem tudo são rosas, eles têm um fator que joga contra. O fato é que o Scarcéus corre contra o tempo, pois parece não fazer um som pra se perpetuar, muito menos para ser achado daqui a muito tempo por algum garimpeiro de raridades e revelado como algo novo que foi produzido e esquecido.
Misturando características do metal com a levada pop, o grupo flerta com o new metal e faz um som que deixa no ouvinte aquela impressão de que algo desse tipo já foi feito. Então, voltamos ao fator tempo. Se, logo, logo, eles não derem um salto definitivo na carreira, e para eles esse salto parece ser um contrato com uma "boa" gravadora para popularizar ao máximo esse trabalho, eles correm o risco de se perder. Será? Isso o tempo é que dirá.
O lado positivo disso tudo é que o tipo de som que eles fazem está inserido exatamente nas demandas do mercado e do que o público médio – geração MTV – gosta de ouvir em termos de rock – vide Pitty, Detonautas, Tihuana. Assim, podem acabar se dando muito bem. Se por um lado bandas como CPM 22 e Charlie Brown Jr. Buscaram no hardcore respaldo para sua verve pop, o pessoal do Scarcéus se apóia no metal. Isso é uma jogada, se não original, pelo menos inédita. Por isso, podem se dar bem.
Por essas e outras a banda tem que agira rapidamente. Estão com um velo álbum nas mãos, que não deixa nada, nada mesmo, a desejar às bandas mencionadas. Mas, e eles sabem disso, pesa contra o trabalho o fato de morarem em Belo Horizonte onde, infelizmente, qualquer coisa relacionada à música para dar certo tem que ganhar o aval do eixo Rio-São Paulo.
Destaque para a performance ao vivo do vocalista Henrique Pappatella, que dá ares sinceros ao que canta – mesmo as letras não sendo o forte da banda. E, finalmente, o encarte do disco do designer Flávio Alves. Original, bem bolado, chama atenção.
O novo disco do Scarcéus é uma colcha de retalhoes, onde todas as principais influências musicais da banda estão muito bem costuradas. Músicas pesadas, baladas e experiências dançantes, todas coroadas por letras caprichadas e de conteúdo. Em seu mais recente trabalho, os músicos Henrique (voz), Augusto (guitarra), João Márcio (baixo) e João Rodrigues (bateria) mostram a importância do entrosamento de quem já está na estrada há muito tempo.
O disco anterior "Todos os Céus" é perfeito do início ao fim, mas com "Tão Humano", a banda conseguiu manter o mesmo nível, colocando mais peso e inquietação nas músicas e inovando mais uma vez no projeto gráfico.
Abrindo o disco, "Assim como você", que é a primeira música a tocar nas rádios, traz uma mensagem otimista e verdadeira sobre o caos no qual estamos imersos e do qual podemos sair. É quase uma mensagem de Ano Novo. Seguida pela batida explosiva, quase afor, de "Viva!" e a maravilhosa "Você mentiu", um exemplo de como deveriam ser todas as canções de amor de roqueiros: letra sem pieguice, com ternura e todo o peso de uma guitarra com o coração partido. É impossível não cantar o refrão. O momento light "Voando II", com falsetes cantados de uma forma peculiar, que lembram Radiohead, dão prova suficiente da força do disco.
São no total 13 músicas inédtias e mais 3 faixas bônus, com regravações, como já virou marca registrada do Scarcéus (eles sempre fazem novas versões de músicas dos discos anteriores). Em "Me dê a mão", o clima acústico e os arranjos de violões ficaram muito refinados. "Sem Heróis", que já era uma canção épica no disco anterior, nesta versão, com acompanhamento de uma orquestra sinfônica, virou obra-prima. Aumente o volume ao máximo, "De volta pra casa" é um verdadeiro terremoto dançante. Coisa pra bombar em rave e metaleiro poder quebrar as "cadeiras" sem pesar a consciência.
O ideal seria comentar merecidamente faixa por faixa, mas nosso espaço é pequeno. O disco é excelente e reserva muitas surpresas, como a triste "Fenomenal", a teatral "Minha Fúria" e a divertida brincadeira sonora "R.I.M.A." música que parece não querer explicar nada, mas que deixa a curiosidade sobre o significado da sigla.
Uma verdadeira aula de rock , com personalidade e qualidade rara no atual cenário musical.
O Scarcéus é uma banda mineira já bastante conhecida em sua terra-natal e que vem tentando expandir seus domínios para o resto do país. E se depender de "Tão Humano", o terceiro e mais recente trabalho do grupo, isso não demorará a acontecer.
Com produção caprichada, o disco traz boas canções em português, cheias de guitarras pesadas e boas melodias. Ao ouvirmos "Tão Humano", conseguimos perceber diversas influências de outras bandas do atual Rock Nacional. A diferença é que o Scarcéus acaba sendo melhor que a maioria delas.
As melhores faixas estão logo no começo, com a introdução "Assim Como Você", seguida de "Viva!" e "Você Mentiu". Ironicamente, uma das mais fracas é a faixa-título, que não chega a empolgar e nem tem uma letra das melhores. Tudo volta a melhorar em "Se a Vida Fosse Mais Simples" e na balada "Tudo ou Nada".
O final também é em grande estilo com a quebrada "R.I.M.A.". Existem, entretanto, mais três faixas-bônus, "Me dê a Mão" em formato acústico e versões alternativas de "Sem Heróis", do anterior "Todos os Céus" (2003) e "De Volta Para Casa", do 'debut' "A Verdade" (1999). Esta última, aliás, ganhou ares de Rammstein, guardadas as devidas proporções.
"Tão Humano" é um álbum que deverá agradar bastante os fãs de Rock nacional que sentem falta de efeitos modernos e guitarras pesadas. Apesar de que o Scarcéus também não deixa de lado as baladas melosas, mesmo que estas não comprometam o disco.
Depois de muitos festivais e alguns anos de carreira, o Scarcéus chega ao seu terceiro álbum, e nos brinda com um grande trabalho, chamado "Tão Humano". Primeiramente o CD possui uma embalagem matadora, assim como o release que acompanha o material. Papel reciclado, ótima impressão, presos a um parafuso, o resultado é excelente.
Quando a bolachinha é colocada para rolar, nota - se diversas tendências da música fundidas, porém o Rock and Roll é a principal influência da banda. Os refrãos das canções são ótimos, prendem o ouvinte, as letras são fortes, muito bem construidas, todas em português.
A parte instrumental é muito boa, se casa perfeitamente com os vocais, fazendo uma grande união harmoniosa. "Tão Humano" é um disco de Rock, de extrema competência, apontando em uma direção mais comercial, sendo viável a todo tipo de público, mas sem perder a essência.
Há alguns anos, Minas Gerais, ou melhor, Belo Horizonte, a capital mineira, vem revelando nomes importantes para o rock nacional. De lá, na década de noventa, surgiram pelo menos cinco grandes representantes do gênero em nossa música, os grupos Skank, Pato Fu, Jota Quest e Tianastácia e o cantor, compositor e guitarrista Wilson Sideral. Todos eles tiveram passagem pelo underground local, percorrendo o circuito de bares (que não são poucos) e universidades, sendo pescados para o estrelato, na sequência ou algum tempo depois, por grandes gravadoras que identificaram seus potenciais.
O mesmo pode rolar com o Scarcéus, banda formada por Henrique Pappatella (voz), Augusto Nogueira (guitarra), João Rodrigues (bateria) e João Márcio (baixo). Juntos, eles lançaram seu primeiro trabalho independente, "A Verdade" em 1999; participaram do concurso Escalada do Rock, concorrendo a uma vaga no palco principal do Rock In Rio III, em 2000; produziram seu vídeo clipe de estréia "Pecados", em 2002; participaram do Festival Kaiser Music, em 2003, mesmo ano em que lançaram "Todos os Céus", seu segundo disco de carreira; fizeram turnê por capital e interior de São Paulo, em 2004, e participaram da edição 2005 do Pop Rock Brasil, maior festival de música realizado em BH.
E o ano de 2006 não poderia ser melhor para o quarteto. Com o lançamento de "Tão Humano", um álbum que aposta num som comercialmente viável – vide as tendências atuais do rock em todo o mundo - , eles devem fazer algum barulho por aí.
O disco traz belas canções, com arranjos afiados, vocais bem construídos, poderosos riffs de guitarra e letras marcantes. Dentre as faixas de destaque estão "Assim como você", que abre o trabalho; "Viva!", que tem um ótimo refrão; "Você Mentiu, "Voando II" e "Se a vida fosse mais simples". Mas petardos como "Eu vim te ver" e "Minha fúria" também merecem ser lembrados.
Gravado no Estúdio do Raul, mixado e masterizado no Studio M.U.D., "Tão Humano" é a prova de que Minas Gerais ainda é um grande celeiro artístico, uai!
E aí?
Beleza?
Recebi hoje o material de divulgação do Scarcéus.
FODA!
Papel maneiro, idéia maneira, música boa, tudo rolando. Fosse eu dono de uma gravadora, ia olhar diferente mesmo, como olhei. Isso é o que vale. Só temos uma chance de mostrar uma boa impressão. E o importante é fazer isso da melhor forma possível com o que se tem. Eles fizeram um projeto gráfico bem bacana com o kit. Dobras, facas, fotos em papel reciclado, gramatura. Chegaram chegando. Bacana. A novidade veio embalada em meio a aspas de gente do meio underground, jornais do frontline e com 16 faixas se não me engano.
Sem falar na porca e parafuso que fecham o single. Faltou só um videoclipe. Mas alguma coisa tinha que ficar pra realizar com a gravadora, né? Já que intenção era ter uma major como namorada.
Na minha opinião nem precisa, viu? Pé na estrada, mão no telefone e um empresário bacana fazem o mesmo serviço. Escolham um boa música (prometo falar minha preferida depois), visitem as rádios, usem o clipping para tudo, mandem o kit pra MTV (se já não tiver lá, né?) que o resto, Deus ou vocês mesmos correm atrás.
O Scacéus já tinha impressionado com seu primeiro CD, "Todos Os Céus", não só pela embalagem em digipack como pelo bom rock anos 80 apresentado no pacote. Agora, com este "Tão Humano", a banda se afirma como um nome a ser considerado no rock brasileiro. A ressaltar novamente a embalagem e acabamento do CD, cuidadosamente trabalhada em papelão, com uma beleza impressionante (o Pearl Jam iria se roer de inveja).
Musicalmente a banda continua investindo no rock brazuca, mas com mais peso, como em "Assim Como Você", "Viva" e "Você Mentiu". Vale ressaltar que a produção está perfeita, e cada instrumento bem colocado, assim como o vocal de Henrique Papatella, bem audível e com notável evolução.
A bonita "Voando II", a pesada faixa título e a sintomática "Mais Um" (que será obrigatória em shows do grupo no Bis) mostram que a banda soube desenvolver sua sonoridade e cuidou muito deste novo produto, que se mostra impecável. Um CD para ser conferido e para curtir e se divertir, pois os caras continuam querendo que você se sinta bem.
Profissionalismo é a marca registrada da banda mineira Scarcéus. Isto fica claro ao se verificar o terceiro álbum do conjunto. O material, que é lançado em formato digipack com papel especial, apresenta 16 novas faixas. O grupo, que capricha na produção visual e também musical, segue a linha do rock nacional mostrando muita competência e criatividade. As boas composições mostram harmonia e tem tudo para emplacar nas rádios (se estas deixarem). O amadurecimento e personalidade ficam claros a cada acorde. Um ótima pedida para os apreciadores do gênero!
Letras consistentes, guitarras matadoras e uma cozinha precisa são alguns dos ingredientes que fazem desse álbum um grande lançamento independente. Formado por Augusto Nogueira (Guitarra), Henrique Pappatella (Voz), João Márcio (Baixo) e João Rodrigues (Bateria), o Scarcéus funde tendências modernas ao rock, a principal influência do grupo.
As linhas de guitarras mostram extremo bom gosto. A faixa de abertura Assim como você e a canção que dá nome ao álbum são dois exemplos da qualidade de Augusto. As melodias de voz com os vocais rasgados de Henrique também merecer destaque.
Depois de dois bons álbuns, o Scarcéus alcança a maturidade em Tão Humano. apostando em um som comercialmente viável, sem perder a postura artística que é fator predominante na banda.
Caixa Sonora Banda mineira de hard rock com um pé no pop e muita atitude e originalidade. Este é o Scarcéus, que está lançando seu segundo CD, Todos os Céus. O grupo é formado por Augusto Nogueira (guitarra), Henrique Papatella (voz), João Márcio (baixo) e João Rodrigues (bateria). Augusto utiliza ótimos timbres para criar riffs e solos interessantes.
- Fale sobre sua trajetória musical até se tornar músico profissional.
Comecei a tocar aos 12 anos. Tive aulas com um professor que só ensinava acordes. Em seguida, aprendi com professores que me ensinaram teoria e harmonia e comecei a me dedicar ao instrumento com seriedade. Tocava em bandas no colégio, até que apareceu uma oportunidade de fazer muitos shows com uma banda de Minas Gerais. Comecei a dar aulas e várias portas foram se abrindo.
- Quais bandas você ouvia quando começou a tocar e o que costuma ouvir hoje?
Quando comecei a tocar, ouvia muito Beatles, Chuck Berry e bandas nacionais. Algum tempo depois, comecei a ouvir guitarristas como Slash, Nuno Betencourt e Van Halen. Quando vi shows de Pat Metheny e de Scott Henderson, fiquei chocado e passei a me dedicar à música com mais seriedade. Hoje, gosto de músicas com vocal. Na praia do instrumental, tenho ouvido Brent Manson, Wayne Krantz, Albert Lee, Pat Metheny, Robben Ford e Stevie Ray Vaughan.
- Quais equipamentos utilizou nas gravações de Todos os Céus?
Usei uma guitarra Gibson Joe Perry, uma Fender Telecaster Plus, uma Fender Telecaster 1952 e uma Ibanez USA Custom. O amplificador foi um Line 6 Flextone, ligado em uma caixa Peavey 5150. De efeitos, usei POD 2.0, DigiTech Whammy e um Electro-Harmonix Memory Man. Usei também alguns plug-ins do Pro Tools. Microfonei tudo com um Shure Sm57.
- Você assina a composição de grande parte das músicas do álbum. Como costuma criar?
Penso em uma harmonia e vou cantando algumas notas. Assim vou achando as notas que mais me interessam na melodia. É como improvisar, imagino algo e tento tocar em seguida. Às vezes, o Henrique traz alguma harmonia ou melodia e, a partir daí, faço algumas alterações.
- Fale sobre suas atividades paralelas à banda.
Trabalho como produtor de bandas e artistas em Belo Horizonte. Sou professor e coordenador do curso de guitarra na escola Pro Music e já toquei com vários artistas mineiros. Tenho participado de diversos discos como músico ou produtor. O meu CD-solo está em fase final de produção e devo lançá-lo no final deste ano. Também estamos em fase de produção do terceiro CD do Scarcéus. Rodolfo Rocha.
O pessoal do Scarcéus chega a seu segundo CD apostando no bom e velho rock and roll, sem muitas firulas. Com uma orientação cristã em suas letras, mas sem soar exagerado ou forçado, o grupo procura passar mensagens de paz e amor com um rock fortemente influenciado por bandas como Legião Urbana e Barão Vermelho. Antes de qualquer coisa merece destaque o acabamento deste cd, que, apesar de independente, vem num excelente "digipack" de altíssima qualidade. Um primor de trabalho, que mostra desde início a seriedade desta galera. "Sem Heróis" e "Me dê a mão" são puros rocks oitentistas, com "riffs" e passagens acústicas, que soam bem agradáveis. Já "O que a vida ás vezes é" soa mais pesada, lembrando um pouco Titãs. A banda apresenta rocks bem suaves e relaxantes, como "Não feche os olhos" e a boa "Pecados", e passagens mais "pesadas" como "Porque Não Falar de Amor" e a faixa título, que encerra o CD. A produção está boa, mas peca em deixar o vocal de Henrique Pappatella muito baixo, coisa que pode ser facilmente corrigida no próximo cd. Completam a formação Augusto Nogueira nas guitarras, João Marcio no baixo e João Rodrigues na bateria. A banda é bem entrosada e o trabalho de guitarras soa bem feito e coeso com a proposta. Um bom CD. Vale a pena conferir, porque a banda só quer que você se sinta bem, isso já é um bom começo.
"Todos os Céus" é o nome do segundo trabalho do Scarcéus, banda que aposta num Pop Rock de qualidade, cantado em português, mas sem deixar de lado as guitarras distorcidas e efeitos moderninhos. A produção é bem cuidada e faz com que tudo soe no lugar, com os timbres certos. Méritos para Cláudio David (ex-Overdose e Elétrika), que também cuidou da mixagem e masterização do trabalho. Já a formação da banda conta com Henrique Papatella no vocal, Augusto Nogueira na guitarra, o estreante João Márcio no baixo e João Rodrigues na bateria. Os mineiros mostram uma clara evolução em relação ao 'debut' "A Verdade", de 1999. As faixas são mais bem construídas e eles exploram sonoridades e instrumentos de maneira mais segura. A introdução de "O Que A Vida Às Vezes É" é um bom exemplo disso. Ainda há três regravações de "A Verdade": "Voando", "Memórias do Mundo" e "O Que Me Dê Prazer". O carro-chefe, porém, é a agitada "Pecados", que já ganhou videoclipe. Outros destaques são "Sem Heróis", "Bela" e a própria faixa-título, cheia de 'groove'. O Scarcéus conta com bons músicos, boas composições e muito potencial. Talvez, só falte mesmo um grande 'hit' para que o grupo entre no circuito comercial e fique conhecido do público em geral.
A banda tem ótimos instrumentistas, um ótimo vocalista e pelo menos duas músicas que podem emplacar no competitivo cenário pop rock nacional.
Em uma embalagem muito bem transada, o quarteto Scarcéus lança seu terceiro disco: Todos os Céus. São 12 canções em português de um rock and roll de guitarras pesadas e harmonias descoladas. Almejando o mercado internacional, o grupo também gravou o demo En Español contendo seis faixas deste álbum na língua espanhola. A banda ainda traz novos elementos, como a inclusão de uma percussão em "O que a vida às vezes é". Com extremo profissionalismo e ótima produção, o conjunto está no caminho certo e ainda tem muita estrada pela frente.
Banda de Belo Horizonte que, neste CD de estréia, mostra um pop rock cheio de boas melodias e peso. Os bons arranjos destacam as canções. Formada por Charles Schultz (baixo), Augusto Nogueira (guitarra) e Henrique Papatella (vocais), a banda, em suas apresentações executa suas próprias composições ao lado de trabalhos de outras bandas.
O guitarrista Augusto demonstra sensibilidade, tanto em bases agressivas com pegada estilo Eddie Van Halen como em climas mais sutis e solos cortantes, como na música "O estranho (Ontem não existe)", tocando com maturidade e personalidade. Também expõe desenvoltura em violões, como em "Sombras". Boa promessa para o cenário nacional.
Outra boa banda mineira, o Scarcéus se apresenta com um trabalho com nuances pop, com nítida influência de bandas alternativas, como o Live e King's X, mas com um certo peso instrumental, proporcionado pelo bom guitarrista Augusto Nogueira e pelo seguro baixista Charles Schultz, secundado pelo excelente batera Jean Dolabella e os vocais interessantes de Henrique Papatela. Alternando momentos mais densos ("Autocracia", "De volta pra casa", "O estranho") com momentos tranqüilos ("Memórias do mundo", "Sempre é tempo"), o Scarcéus é a prova definitiva de que conseguir boas composições e um som competente não é privilégio de bandas consagradas.
Scarcéus - trio de BH, composto por Henrique Papatella (ex-Ultimato), nas guitarras Augusto Nogueira e no baixo Charles Schultz. São 10 faixas com composições próprias que vai do pop ao hard rock com destaque para guitarra bem tocada, bons riffs na faixa 4 "De volta pra casa" e na 5 "A verdade". As melodias são bem trabalhadas como na balada "Memórias do mundo". Só a capa que faz pensar que é um som bem mais pesado e na verdade é um CD de rock com boas melodias, cantado em português, bem gravado e comercial.
Scarcéus - A Verdade Todas as armas desses mineiros do Scarcéus estão apontadas para uma só direção: o rock. A banda formada por Henrique Papatella (voz), Augusto Nogueira (guitarra), Charles Schultz (baixo) e João Rodrigues (bateria) faz um hard rock bem influenciado nos anos 80 de Van Halen, Tóquio, Survivor e outras bandas do gênero, principalmente nos quesitos "guitarras" e "arranjos". Neste disco "A verdade" a gravação está bem redonda e os músicos são bastante competentes.
Verdade com garra e emoção O que mais nos surpreende em "A verdade", CD de estréia do Scarcéus, é constatar que seu aparecimento se deu dentro de uma geração mergulhada em crises experimentais e rumos. Nas dez faixas deste trabalho artesanal, vocais possantes e cordas tão afiadas quanto arame farpado, vergastam um cavalo chamado rock 'n roll. A coerência do disco se fez com bons arranjos, canções inquietantes expressas em arroubos tão verbais (atenção para a performance do vocalista Henrique Papatella) quanto sonoros, em que baladas de sabor folk se somam a uma ou outra levada mais suingada e ao mefítico hard-rock. "De volta pra casa", "O que me dê prazer" e "O estranho (Ontem não existe)" obliteram a mesmice de maneira eficaz. Nas próximas investidas o maneirismo excessivo de alguns vocais e a ingenuidade de algumas letras, moda dos anos 70, poderão ser limados em favor de uma melhor adequação estética. Mas por hora "A verdade" do Scarcéus se impõe às custas de sua funcionalidade, muita garra e empolgação.
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